Gosto muito das histórias de erros policiais em casos de sequestros. Graças a Deus moro no Brasil e posso estudar muito em cima deste assunto, porque aqui é comum erros drásticos como esse que veremos hoje. Colaciono aqui a interessante história sobre o sequestro do Ônibus 174 e depois a história do “assaltante” que o praticou para que tirem suas próprias conclusões. Quais foram as ações mais desastrosas? Polícia? Ou o assaltante “agressivo”? É bom observar também o típico perfil dos assaltantes do Rio e talvez da maioria pelo país. Ninguém melhor que Sandro Barbosa do Nascimento para representar isso:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O sequestro do ônibus 174 é um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro, no Brasil. No dia 12 de Junho de 2000, às quatorze horas e vinte minutos, o ônibus da linha 174 (Central–Gávea) da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento, vítima da antiga Chacina da Candelária.[1]
Ao entrar no ônibus, Sandro só pretendia cometer um assalto. Algo, entretanto, deu errado e ele acabou ficando preso dentro do ônibus com seus onze reféns. Luciana Carvalho foi uma das primeiras que teve a arma colocada na cabeça. Sandro a levou para a frente do ônibus e queria que ela dirigisse o veículo. Foi ali que o seqüestrador fez o primeiro disparo, um tiro contra o vidro do ônibus, feito para intimidar os fotógrafos e cinegrafistas no local.
Willians de Moura, que na época era estudante de administração, foi o primeiro refém a ser liberado, ficando outras dez pessoas que eram todas do sexo feminino. Após a liberação de Willians, Sandro apontou a arma na cabeça de Janaína Neves e a fez escrever nas janelas, com batom, frases como: “Ele vai matar geral às seis horas” e “ele tem pacto com o diabo”.
Após um tempo, Sandro libera também uma mulher chamada Damiana Nascimento Souza. Damiana já tinha sofrido dois AVCs e, naquele momento, passou mal novamente tendo um terceiro derrame. Segundo uma reportagem da Revista Época, o derrame “deixou-a sem a fala e sem os movimentos do lado esquerdo do corpo. (…) Desde então, caminha com dificuldade, comunica-se por escrito e apenas dois motivos a fazem deixar a casa humilde, no topo do Morro da Rocinha: ir ao médico e depositar flores no cenário da tragédia”.
Um dos momentos de maior tensão foi quando o assaltante andou de um lado para o outro com um lençol na cabeça de Janaína. Segundo ela, Sandro afirmou que iria contar de um até cem, e quando chegasse no fim da contagem, ele a mataria. Sandro contava pulando os números e, ao chegar no número cem, fez a refém se abaixar e fingiu dar-lhe um tiro na cabeça. Após isso, fez ameaças: “delegado, já morreu uma, vai morrer outra”.
Momentos de tensão e diálogo fizeram cenário entre as reféns e Sandro por muito tempo. Às dezoito horas e cinqüenta minutos no horário de Brasília, Sandro decidiu sair do ônibus, usando a professora Geísa Firmo Gonçalves como escudo. Ao descer, um policial do BOPE tentou alvejar Sandro com uma submetralhadora e acabou errando o tiro, acertando a refém na cabeça.[2] Algumas pessoas afirmaram que Geísa levou três tiros nas costas dados por Sandro(algo que não é muito provável considerando que Sandro só possuía quatro balas em sua arma e duas já haviam sido usadas e uma acertou o chão no momento do ataque do policial).
Com sua refém morta, Sandro foi logo imobilizado enquanto uma multidão correu para tentar linchá-lo. Ele foi colocado na viatura com outros policias segurando-o. Sandro foi morto por asfixia ali dentro. [3]Segundo sua tia Julieta Rosa do Nascimento, a assistente social Yvone Bezerra e a mãe Dona Elza da Silva (a única pessoa que participou de seu enterro), Sandro não era capaz de matar ninguém, mas de acordo com a polícia do Rio, Sandro tinha um comportamento nervoso e agressivo e chegou a quebrar o braço de um policial e morder outros ao tentar, supostamente, tirar uma arma deles. Após alegações de que a morte de Sandro foi ocasional, os policiais responsáveis pela morte de Sandro foram levados a julgamento por assassinato e foram declarados inocentes.[4] Em novembro de 2001, a linha 174 mudou de número para 158.
Geísa Firmo Gonçalves foi enterrada em Fortaleza — CE, no cemitério do Bom Jardim. Seu enterro foi acompanhado por mais de 3.000 pessoas.[3]
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Sandro Barbosa do Nascimento
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sandro Barbosa do Nascimento (Rio de Janeiro, 7 de julho de 1978 – Rio de Janeiro, 12 de junho de 2000) foi um brasileiro. Sobrevivente do massacre da Candelária, anos mais tarde Sandro sequestrou o ônibus 174, facto que foi televisionado para todo o país e até mesmo para o exterior.
Infância
Sandro Barbosa do Nascimento nasceu no Rio de Janeiro em 7 de julho de 1978. Antes de seu nascimento, seu pai biológico abandonou sua mãe assim que descobriu que ela estava grávida. Aos seis anos de idade, Sandro presenciou o assassinato de sua mãe na favela onde moravam. Foi então que ele virou menino de rua e adotou o apelido de “Mancha”. Ele acabou se viciando em drogas, roubando para manter seu vício em cocaína. Sandro nunca aprendeu a ler ou escrever, apesar de ter sido mandado para inúmeras instituições de atendimento a jovens delinquentes.
Sandro freqüentava a igreja da Candelária, onde recebia comida e abrigo. Ali, fez amizade com vários outros menores de rua. No dia 23 de julho de 1993, Sandro presenciou o infame massacre da Candelária, o que tirou a vida de vários amigos. Ele mesmo não ficou ferido no incidente, mas fez várias menções ao massacre durante o seqüestro do ônibus 174, o que sugere que o evento o deixou perturbado psicologicamente.
Seqüestro do ônibus 174
No dia 12 de junho de 2000, Sandro, que continuava a habitar as ruas do Rio de Janeiro, seqüestrou o ônibus 174 com um revólver de calibre trinta e oito. Ele entrou no ônibus sem intenção de assalto ou algo do tipo, mas se transformou em seqüestro após um passageiro ter feito um sinal para uma viatura da polícia militar que estava passando pela rua, porque Sandro estava armado. Sem ter como escapar da polícia, Sandro fez onze reféns dentro do ônibus. Ele assegurou a alguns passageiros que não tinha a intenção de matar ninguém, mas dizia à polícia e à imprensa que iria matar a todos os reféns.
Resultado do seqüestro e morte
Às seis e cinquenta da tarde no horário de Brasília, Sandro decidiu sair do ônibus, usando a professora Geisa Firmo Gonçalves como escudo. Um policial do BOPE atirou em Sandro, mas o disparo acertou em Geisa, que foi levada para o hospital, onde foi declarada como morta. Sandro foi imobilizado e conduzido a uma viatura da polícia, onde foi assassinado por asfixia.
Após alegações de que a morte de Sandro foi ocasional, os policiais responsáveis pela morte de Sandro foram levados à julgamento por assassinato e foram declarados inocentes. Uma investigação concluiu que Geisa levou quatro tiros: um da polícia e três de Sandro.
